A Política Consciente do Uso Água

   A Política Consciente do Uso da Água




Segundo Relatório da ONU, a escassez de água afetará 2/3 da população mundial em 2050, afetando diretamente a segurança alimentar de inúmeras nações. Ações para minimizar este processo deve ser, portanto, uma preocupação de todos nós, indo além da simples redução do tempo no banho, ou de fechar a torneira ao escovar os dentes. Sabemos que a Indústria e a Agricultura são os segmentos que mais consomem água, ficando em terceiro lugar o consumo doméstico, 70%, 22% e 8% respectivamente, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e alimentação (FAO); porem juntamente com o desenvolvimento da sociedade, tivemos uma crescente dependência de produtos em geral , seja direta ou indiretamente, tornando inviável limitarmos o fornecimento de água para a Agricultura e Indústria, o que nos levaria a total falência sócio econômica. Desta forma, resta-nos criar e explorar mecanismos de redução, reuso e melhor aproveitamento da água no uso Doméstico.
Diante desta perspectiva, muita cidade vem criando dispositivos legais, seja para aproveitamento da agua das chuvas, seja para reuso das águas, ou mantendo uma determinada taxa de permeabilidade do solo permitindo a infiltração e reposição das águas subterrâneas.



Um exemplo disso é o município de Itapema (SC), onde os Projetos de Drenagem dos Condomínios devem dar atenção especial ao tratamento das águas pluviais em atenção à Lei Municipal nº 3419/2015. As águas pluviais captadas no telhado, devem ser direcionadas a um Reservatório de Captação de Água Pluvial para fins de consumo não potável, onde teremos um aproveitamento das águas das chuvas, destinadas a fins não potáveis, não podendo ser usadas para o consumo humano, lavagem de alimentos ou banho.
Com um destino menos nobre porem necessário, esta água poderá ser usada para limpeza de garagens, calçadas e deck, regar jardins, entre outros usos. Já as áreas permeabilizadas, por serem áreas de circulação, poderão conter agentes contaminantes, desta forma não poderão ser aproveitadas para o consumo não potável, devendo ser reservadas para posterior descarte, evitando desta forma um fluxo excessivo no sistema público de drenagem pluvial, o que poderia acarretar em alagamentos durante fortes chuvas. Desta forma, áreas como decks, rampas, calçadas, deverão ter o fluxo de água captado através de grelhas ao longo do empreendimento, e a água coletada deve ser destinada à um reservatório de retardo, destinados ao acúmulo de águas pluviais e posterior descarga na rede de águas pluviais.
É essencial que os projetos dos reservatórios de acumulação sejam providos de grelhas ou outro dispositivo para retenção de material grosseiro, como folhas, pedaços de madeira, restos de papel, corpos de pequenos animais, entre outros, para o interior do referido reservatório; que suas paredes sejam de material resistente a esforço mecânico e com superfícies lisas e impermeáveis, com cobertura e vedação adequadas para assegurar a perfeita higienização. Também é imprescindível que sua inspeção, manutenção e limpeza sejam de fácil acesso e que permitam o esgotamento total evitando acumulo de água (o que seria um ambiente ideal para desenvolvimento de larvas de mosquito), e assegure que não haverá retorno de água do reservatório de retardo para o reservatório de acumulação.



O Reuso da Água, diferentemente, é a retenção da água que já foi utilizada para que seja reaproveitada na descarga dos vasos sanitários ou limpeza de calçadas e passeios públicos por exemplo, uma vez que podem conter sabão, detergentes, amaciantes, entre outros produtos de limpeza. Neste caso, há de se ter um cuidado ao projetar o sistema hidro sanitário para que as águas servidas da água de máquinas de lavar, do banho, de tanques e pias de banheiro sejam destinadas para um filtro, e posterior contenção para reuso, não podendo de forma alguma ter contato com o restante do sistema, o que agregaria gorduras, restos de alimento e demais materiais orgânicos, inviabilizando seu reuso.

Mesmo que estes dispositivos não sejam exigidos em seu município, são boas ideias que além de contribuir para minimizar os problemas hídricos, também contribuem para a economia doméstica.


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3 Comentários

  1. Excelente artigo, que sirva para que muitos pense e repense sobre o seu próprio uso.

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  2. Parabens, otima abordagem do assunto,
    Temos nos conscientizar da necessidade de cuidar de desperdícios.

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  3. Excelente abordagem do tema. E o exemplo a ser copiado está logo ali em nosso quintal.
    Com um pouquinho só de vontade política é possível, sim, implantar soluções desse tipo em nossa região.

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